As autoridades sanitárias do município estão preocupadas com a baixa adesão às campanhas de vacinação no município, especialmente de sarampo e gripe (influenza), o que aumenta os riscos de contaminações e pode gerar um alto nível de internações nos hospitais públicos do município.

De acordo com a Coordenação de Vigilância em Saúde, até o final do mês de abril apenas 32,27% do público alvo havia sido vacinado contra sarampo e um índice menor ainda (21,94%) em relação a gripe (influenza).
As autoridades alertam à população de que o sarampo, que por muitos anos não registrava casos no país, voltou a ser um problema de saúde pública, com registros de novos casos em vários estados. Esse problema se deve principalmente ao descuido da população, que deixou de procurar as unidades de saúde em busca de imunização.

Público alvo em relação ao sarampo
As crianças de seis meses a quatro anos de idade e os trabalhadores em saúde são o público-alvo em relação à vacinação contra sarampo. Conforme levantamento da Semusa, os profissionais de saúde são os que mais tem buscado pela vacina. O ideal, segundo as autoridades sanitárias, é que haja uma cobertura de 95% do público alvo para que a população se livre completamente do contrair sarampo.

Procura abaixo do esperado na campanha de vacinação contra a gripe
Em relação à vacina contra a gripe (vírus Influenza), a procura também tem sido muito abaixo do ideal. O público alvo em relação à vacinação são as crianças de 06 (seis) meses a 05 (cinco) anos incompletos, pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativa; pessoas privadas de liberdade; idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde. Até agora, pouco mais de 6 mil pessoas foram vacinadas e o público alvo é de quase 30 mil pessoas, o que representa aproximadamente 1/3 da população local.

Baixa procura pelo reforço da vacina contra covid
A Coordenadoria de Vigilância em Saúde informa também que a procura por vacina contra covid-19 também tem caído bastante no município, apesar das mais de 600 mil mortes causadas pela doença em todo o país. Só em Cacoal foram mais de 300 mortes causadas por esse vírus e a melhor prevenção ainda é a vacinação.

Um relatório preliminar das autoridades sanitárias revela que até agora 83,4% do público alvo alcançado, mas o que preocupa é a busca pela dose de reforço, que está muito baixa. Conforme estudos científicos, o nível de proteção para quem tomou apenas a segunda dose é insuficiente, especialmente depois de seis meses. A terceira dose é essencial para aumentar o nível de proteção e riscos de internações ou mortes por covid.
Conforme informações de Ivani Gromann, chefe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, apenas 35% dos vacinados contra Covid foram imunizados com a terceira dose e a quarta dose, destinada a pessoas com mais de 60 anos, forma menores ainda.

Quem ainda não tomou a segunda dose da vacina contra a covid ou a dose de reforço, deve procurar a Central da Vacina munido do cartão do SUS e de vacina.

Tribunapopular