A deputada Flordelis Foto: Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

A defesa da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza afirmou à CNN, na noite desta quarta-feira (9), que vai entrar com um recurso contra a cassação do mandato da parlamentar. Por 16 votos a um os membros do Conselho de Ética da Câmara decidiram cassar o mandato da deputada federal.

A parlamentar é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

Após a publicação do pedido de cassação no Diário Oficial da Câmara dos Deputados, os advogados da parlamentar terão até cinco dias úteis para entrar com o recurso. A previsão é de que a decisão do Conselho de Ética seja publicada no D.O até esta sexta-feira (10). 

Caso o recurso seja negado, o processo segue para o plenário da Câmara, onde a maioria absoluta dos deputados – 257 dos 513 parlamentares – decide sobre a perda ou manutenção do mandato. Ainda não há data para a votação em plenário.  

O processo vai à plenário após os deputados da Câmara aprovarem o relatório do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), apresentado na última semana, que pediu a cassação da deputada. 

“O que a gente percebe é que essa versão de pessoa generosa, afetuosa, religiosa, altruísta [de Flordelis], foi descortinada para dar lugar a uma personalidade desvirtuada, perigosa e manipuladora. E, por isso, voto pela perda do mandato da deputada, tendo em vista que a representada tem um modo de vida inclinado para práticas de conduta não condizentes com o que se espera de um representante do povo”, diz um trecho do voto do deputado Alexandre Leite.  

Processo criminal

A deputada Flordelis dos Santos de Souza é ré na Justiça, acusada pelo MP-RJ de ter sido a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

A parlamentar responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.

Até o momento, Flordelis não foi presa por causa da imunidade parlamentar. A deputada, porém, é monitorada por uma tornozeleira eletrônica.

CNN Brasil