Agentes da Polícia Civil de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (28), a quarta fase da Operação Luz na Infância. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a meta da megaoperação é identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. Nos casos em que o crime de pornografia infantil for comprovado, suspeitos serão presos.

Por enquanto, até as 9h desta quinta, 62 pessoas haviam sido presas em flagrante. Por nota, o ministério informou que estão sendo cumpridos 266 mandados de busca e apreensão em todo o País. Nesses mandados, são procurados arquivos com conteúdos relacionados aos crimes de exploração sexual e à pornografia infantil . Mais de 1.500 policiais foram mobilizados.

Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas, com base em informações coletadas em ambiente digital.

“O conteúdo com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva foi repassado às polícias civis – em especial, delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos. Por sua vez, as delegacias instauraram inquéritos policiais e solicitaram ao Poder Judiciário a expedição dos mandados de busca e apreensão”, informou o Ministério da Justiça.

A ação é decorrente de cooperação mútua entre a diretoria de Inteligência e a diretoria de Operações, ambas vinculadas à secretaria. Houve também colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega, em Brasília, que ofereceu cursos e capacitações que subsidiaram as quatro fases da operação. 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o secretário de Operações Integradas, Rosalvo Ferreira Franco, o diretor de Operações, Cesar Augusto Martinez, e o coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética, delegado Alesandro Barreto, concedem entrevista coletiva sobre a operação hoje às 11h, em Brasília.

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos de prisão por compartilhar, e de quatro a oito anos de prisão por produzir conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

Fonte: Último Segundo