Setor de serviços foi um dos mais afetados pela pandemia TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O setor de serviços cresceu 3,7% na passagem de janeiro para fevereiro e superou, pela primeira vez, o patamar em que se encontrava antes da pandemia do novo coronavírus, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o nono mês consecutivo de taxas positivas da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), o setor acumula crescimento de 24% no período e se recupera da perda de 18,6% registrada nos meses de março e maio de 2020.

Apesar da recuperação, o segmento se mantêm 2% abaixo do apurado com igual mês do ano passado. Trata-se da 12ª taxa negativa seguida na base de comparação. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2020 e apontou o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em dezembro de 2012 (-8,6%).

No acumulado dos dois primeiros meses de 2021, o setor de serviços sofre uma retração de 3,5% frente ao mesmo período de 2020, com taxas negativas em quatro das cinco atividades que compõem o indicador. Entre os setores, a principal influência negativa aparece nos serviços prestados às famílias (-28,1%).

“Sendo uma das atividades mais afetadas pelas restrições impostas por estados e municípios para enfrentamento da pandemia, serviços prestados às famílias tiveram perdas significativas entre março e maio e ainda oscilam muito, conforme as medidas de isolamento social são relaxadas ou enrijecidas", observa Rodrigo Lobo, gerente responsável pela pesquisa.

O resultado positivo de fevereiro foi impulsionado pela expansão dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+4,4%), que acumulou ganho de 8,7% nos dois primeiros meses do ano e agora supera em 2,8% o patamar de fevereiro do ano passado.

R7.com